terça-feira, 30 de novembro de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Haverá esperança
Entre os dias e as noites
Quando medo transita
Entre os sons e os sentidos?
Haverá a aliança
Ou desconcerto entre as almas
Fugidias ou serenas?
Ou espaços e seus ventos?
Haverá mesmo essa flor
Que desponta
Entre os dedos úmidos
E pequenos
Daquela criança?
Daquela criança
Que atravessa a praça
Que brinca de estrelinha
Que pula, que passa
E que nem sei o nome
Mas que pára
Para olhar e colher
Uma flor pequenina
E que no mesmo momento
Se desmancha.
Entre os dias e as noites
Quando medo transita
Entre os sons e os sentidos?
Haverá a aliança
Ou desconcerto entre as almas
Fugidias ou serenas?
Ou espaços e seus ventos?
Haverá mesmo essa flor
Que desponta
Entre os dedos úmidos
E pequenos
Daquela criança?
Daquela criança
Que atravessa a praça
Que brinca de estrelinha
Que pula, que passa
E que nem sei o nome
Mas que pára
Para olhar e colher
Uma flor pequenina
E que no mesmo momento
Se desmancha.
domingo, 1 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Mama
Verte do peito o sangue na boca
Derruba neste momento
Todas as teorias e lamentações
Somos uma só agora
Transbordadas de poesia
Este alimento é de graça
É puro, ninguém pode roubá-lo
Ninguém pode destruí-lo
ele é só seu, filha
bebe o seu leitinho quente
passa a mão no teu peitinho
que é também teu travesseiro
seu naninha
sua segurança
onde tu tens a paz
a paz verdadeira
a paz mundial
onde tu dormes tranqüila
e nada e ninguém
te pertuba
quando cresceres, filha
for mulher e sofrer
a dor de ser mulher
e chorar, podes vir filha
Podes vir no regaço de tua mãe
Podes deitar nestes velhos braços
Cansados e encostar tua cabeça
Em meu peito,
Onde por tantas vezes
Tu te alimentaste e dormiste
Quando criança.
E tudo será pequeno
Perto deste abraço.
Derruba neste momento
Todas as teorias e lamentações
Somos uma só agora
Transbordadas de poesia
Este alimento é de graça
É puro, ninguém pode roubá-lo
Ninguém pode destruí-lo
ele é só seu, filha
bebe o seu leitinho quente
passa a mão no teu peitinho
que é também teu travesseiro
seu naninha
sua segurança
onde tu tens a paz
a paz verdadeira
a paz mundial
onde tu dormes tranqüila
e nada e ninguém
te pertuba
quando cresceres, filha
for mulher e sofrer
a dor de ser mulher
e chorar, podes vir filha
Podes vir no regaço de tua mãe
Podes deitar nestes velhos braços
Cansados e encostar tua cabeça
Em meu peito,
Onde por tantas vezes
Tu te alimentaste e dormiste
Quando criança.
E tudo será pequeno
Perto deste abraço.
sábado, 24 de julho de 2010
Para um amor que se foi
Após a tua presença
Tudo foi eterna ausência
Na minha triste vida
As flores que brotavam
As musicas que tocavam
Eram para a tua vinda.
Hoje vejo a sua imagem
Nos cantos da casa, na porta
Como se fossemos um ainda.
Tu me segues nas paisagens
Gravado na minha sombra
E eu, não sei se fico ou se fujo.
E mesmo se eu não te quisesse
Minha alma sairia em tua busca
Nas noites claras e nos dias mais escuros.
Porque vivo para ser tua
É que sonho com a pronúncia
Do meu nome pelos teus lábios.
Às vezes, sou eu que te procuro
Procuro-te no cheiro da bebida
E no nascer de cada sábado.
Em que tu chegavas, minha vida
E continuo a procurar sem fim
Nas horas do dia, nas folhas do calendário.
Parece que tu não saíste da cama
Parece que tu não saíste da cozinha
E faço nosso café de todas as manhãs
O meu nome cravado em tua pele
O teu nome tatuado em minha boca
Nossos pensamentos contra o esquecimento
Ma olho para o lado, a cama vazia
E me desespero em silêncio,
É como se eu morresse um pouco
A cada dia que amanhece
Sem você.
Tudo foi eterna ausência
Na minha triste vida
As flores que brotavam
As musicas que tocavam
Eram para a tua vinda.
Hoje vejo a sua imagem
Nos cantos da casa, na porta
Como se fossemos um ainda.
Tu me segues nas paisagens
Gravado na minha sombra
E eu, não sei se fico ou se fujo.
E mesmo se eu não te quisesse
Minha alma sairia em tua busca
Nas noites claras e nos dias mais escuros.
Porque vivo para ser tua
É que sonho com a pronúncia
Do meu nome pelos teus lábios.
Às vezes, sou eu que te procuro
Procuro-te no cheiro da bebida
E no nascer de cada sábado.
Em que tu chegavas, minha vida
E continuo a procurar sem fim
Nas horas do dia, nas folhas do calendário.
Parece que tu não saíste da cama
Parece que tu não saíste da cozinha
E faço nosso café de todas as manhãs
O meu nome cravado em tua pele
O teu nome tatuado em minha boca
Nossos pensamentos contra o esquecimento
Ma olho para o lado, a cama vazia
E me desespero em silêncio,
É como se eu morresse um pouco
A cada dia que amanhece
Sem você.
A busca do verdadeiro amor
Entre canções e histórias
O amor se inventa
De lenda a pura poesia
O amor se cria e é parido
Nos versos mais antigos
Nos cânticos da Bíblia
Nos mitos e na crua dor
De ser por Deus um desígnio
Tomou para si o ser humano
O destino de amar sem domínio
De amar para sempre vaso
Coração esmagado e doido
O amor se torna grata maldição
De poucos e fiéis escolhidos
Para os quais, só se sobrevive
Se existe o verdadeiro perdão
Porque somos todos vencidos
Pela fraqueza de nossos vícios
Humanos, e sempre solitários
Mas vence o amor que é vivido
Que é compartilhado
Que é parido na dor
E no perdão de todo dia
Porque em todos os dias
Há tempo para destruí-lo
O amor inteiro
Transformando-o em pedaços
E em saudade
Há chuva penetrando nos caminhos
Mas a aliança do amor
Só se encontra uma vez
A maioria dos humanos
A perdem por vaidade
Por não saberem escutar
E olhar com carinho a face
Do ser amado.
Muitos morrem por amor
Mas poucos o vivem
Na sua toda plenitude
Porque na verdade
Não existe metade
Mas uma incompletude
Que com a união não cessa
Unimos a um outro ser
Para mais nos perder
Do que para nos reencontrar
Porque viver é buscar
E nunca ter
E amar é saber
Partilhar a imperfeição
Para talvez se chegar mais próximo
Do olhar de Deus por nós
Que seja feita da lágrima
A misericórdia,
E das mãos unidas
O carinho mítico
De se viver todos os dias
Um grande e verdadeiro amor.
O amor se inventa
De lenda a pura poesia
O amor se cria e é parido
Nos versos mais antigos
Nos cânticos da Bíblia
Nos mitos e na crua dor
De ser por Deus um desígnio
Tomou para si o ser humano
O destino de amar sem domínio
De amar para sempre vaso
Coração esmagado e doido
O amor se torna grata maldição
De poucos e fiéis escolhidos
Para os quais, só se sobrevive
Se existe o verdadeiro perdão
Porque somos todos vencidos
Pela fraqueza de nossos vícios
Humanos, e sempre solitários
Mas vence o amor que é vivido
Que é compartilhado
Que é parido na dor
E no perdão de todo dia
Porque em todos os dias
Há tempo para destruí-lo
O amor inteiro
Transformando-o em pedaços
E em saudade
Há chuva penetrando nos caminhos
Mas a aliança do amor
Só se encontra uma vez
A maioria dos humanos
A perdem por vaidade
Por não saberem escutar
E olhar com carinho a face
Do ser amado.
Muitos morrem por amor
Mas poucos o vivem
Na sua toda plenitude
Porque na verdade
Não existe metade
Mas uma incompletude
Que com a união não cessa
Unimos a um outro ser
Para mais nos perder
Do que para nos reencontrar
Porque viver é buscar
E nunca ter
E amar é saber
Partilhar a imperfeição
Para talvez se chegar mais próximo
Do olhar de Deus por nós
Que seja feita da lágrima
A misericórdia,
E das mãos unidas
O carinho mítico
De se viver todos os dias
Um grande e verdadeiro amor.
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